ECOS DO PASSADO: A CONSTRUÇÃO INTERTEXTUAL EM O CHALAÇA, DE JOSÉ ROBERTO TORERO
Palavras-chave:
Intertextualidade; Literatura brasileira; Cânone literário; Crítica literária; Romance histórico.Resumo
DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.22100445
Este artigo analisa o diálogo intertextual entre o romance Galantes memórias e admiráveis aventuras do virtuoso conselheiro Gomes – o Chalaça, de José Roberto Torero, e Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. O objetivo é demonstrar que Francisco Gomes da Silva, protagonista da obra de Torero, adota o estilo machadiano. Primeiramente, o cânone literário é colocado no centro da discussão sobre a narrativa de Torero, que se inspira em Machado de Assis, observando-se também a ficcionalização de escritores, personagens e fatos históricos brasileiros. Para isso, toma-se como base o livro Altas temperaturas, de Leyla Perrone-Moisés, especialmente no que tange à crítica e à questão do cânone. Em seguida, realiza-se uma breve retrospectiva do conceito de intertextualidade e analisam-se trechos do romance de Torero, evidenciando como o autor recria e dialoga com a estética de Machado de Assis.
A Revista Paideia (ISSN-2595-265X) do Colégio Estadual do Paraná